No passado dia 29 de Novembro de 2010, acompanhei o meu orientador, o Professor Rui Raposo, até Lisboa para reunir com o Director dos Sistemas de Informação da Instituição com que vamos trabalhar neste projecto. O objectivo desta reunião foi essencialmente definir e discutir o que se irá desenvolver em parceria com essa instituição, dentro da temática em que se enquadra este trabalho de investigação. O Professor Rui Raposo introduziu o objectivo desta parceria, que consiste no desenvolvimento de uma protótipo Mashup Web 2.0, com vista a recolher informações (histórias, testemunhos, fotografias, vídeos) sobre objectos, eventos, a instituição em si, sobre personalidades ou locais ligados à Instituição no global. Esse protótipo terá características que promovam a partilha e participação dos utilizadores com vínculos à instituição, utilizadores que participaram em acontecimentos ligados à instituição, ou outros que tenham conteúdos relevantes. Os contributos servirão para a construção de uma Memória Colectiva e fortalecimento da Identidade Cultural.
De seguida efectuei uma breve apresentação sobre alguns projectos actuais significativos, dentro dos objectivos deste projecto de investigação. A apresentação serviu de relato das particularidades importantes, que foram observadas qualitativamente, em cada uma das quatro referências e também para que suscitasse algum debate de ideias. Especificamente, foram apresentadas de forma resumida, as características e funcionalidades de cada um dos projectos, de forma a apresentar o que se pretendia efectivamente desenvolver. Obviamente falou-se que os projectos apresentados servem apenas como exemplos de referências, como estado da arte, não se vai simplesmente “copiar” estes modelos com um design diferente, mas sim utilizar algumas funcionalidades que serão úteis e indicadas para o contexto da instituição. Espera-se que o protótipo seja um agregado de serviços Web 2.0, uma Mashup inovadora que contribua com serviços inovadores e promova a participação e contributos dos utilizadores.
Apresentação neste post: http://celsolopes.blogs.ua.sapo.pt/4463.h
De seguida debateu-se e definiu-se alguns dos objectivos específicos e interacções futuras com a instituição. O Director dos Sistemas de Informação sugeriu que este projecto possivelmente se centrasse nas pessoas espalhadas no mundo, com informação pertinente para a Memória Colectiva da Instituição. Isto porque actualmente, está a ser feito um esforço a nível nacional para recolher essa informação directamente no terreno. Como existe alguma dificuldade em identificar fontes de conteúdos e ter uma presença física de recolha internacional, poderia haver a hipótese de direccionar o protótipo ao espaço internacional. Falou-se também que havia a possibilidade de centrar este protótipo, para efeitos de teste e avaliação, num determinado evento emblemático pré-determinado (sem afectar a escalabilidade) do qual seria de esperar muitas participações e contribuições de conteúdos.
Por fim definiu-se os momentos de interacção/reunião com a Instituição. Obtendo 4 momentos-chave + 1 se possível:
1º Reunião de definição de expectativas e possível modelo conceptual. (especificação do que é pretendido) - EFECTUADA
2º Apresentação e discussão de modelo conceptual (wireframes com possíveis funcionalidades)
3º Apresentação e discussão de design gráfico e de interacção. (desenho de layout e desenho de zonas de interacção)
4º Apresentação e discussão de versão alfa do prótotipo. (1ª versão do protótipo com design e funcionalidades do protótipo + avaliação com utilizadores)
5º Apresentação e discussão de versão beta do prótotipo. (2ª versão do protótipo com correcções e acertos em função da avaliação da versão alfa) – SE POSSÍVEL
Assim foi encerrada a reunião, ficando como tarefa da nossa parte, a criação da proposta do Modelo Conceptual e Wireframes para posterior apresentação.
Clay Shirky believes that new technologies enabling loose collaboration — and taking advantage of “spare” brainpower — will change the way society works.
ÍNDICE NA WIKI:
http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utilizador:C
1. Património Cultural
1.1. O Património Cultural Material e Imaterial
1.2. A Preservação do Património Cultural na era digital
1.3. A Cibermuseologia
2. Memória Colectiva
2.1. A construção da Memória Colectiva
2.2. Memória Colectiva e Identidade Cultural
2.3. Instituições de Memória
2.4. Novos Media e Memória Colectiva
3. Web 2.0
3.1. Inteligência Colectiva
3.2. A Cultura Participativa
3.2.1. Prosumers
3.2.2. Pro-Ams
3.2.3. Motivações para Partilhar em Comunidade
3.2.4. Os Medias Participativos
3.3. Serviços e Funcionalidades
3.4. Mashups Web 2.0
3.4.1. Funcionalidades
3.4.2. Tecnologias e Padrões
3.5. Web 2.0 e a Cibermuseologia
4. Memória Colectiva e Mashups Web 2.0
4.1. Projectos Realizados
4.1.1. No âmbito do Património Cultural
4.1.2. No âmbito de Estados e Cidades
4.1.3. No âmbito de Eventos
4.1.4. No âmbito do Desporto
Apresento as hipóteses, tendo em conta o modelo de análise, patente neste post:
http://celsolopes.blogs.ua.sapo.pt/3
HIPÓTESES:
A construção de uma memória colectiva é realizada com a combinação de várias memórias individuais, desse modo, sendo a Web 2.0 um espaço de criação colaborativa com recurso a media participativos, pode confirmar-se como uma ferramenta proveitosa para recolha, construção e organização de uma memória colectiva.
Os Mashups Web 2.0 como agregadores de serviços e conteúdos podem ser úteis para a recolecção da memória colectiva dispersa pelos utilizadores, assim como partilhar e organizar os conteúdos recolhidos.
A organização de uma memória colectiva, previamente recolhida, pode ser enriquecida e validada pelos próprios participantes através dos seus comentários, debates, interpretações e reflexões, pois os utilizadores tendem a adoptar padrões profissionais na sua actividade.
O sentimento de pertença, associação e identificação com uma instituição, incentiva, motiva e promove a participação dos utilizadores num objectivo comum. Principalmente no contexto da internet e dos Serviços Web 2.0, os utilizadores estão propensos a partilhar as suas histórias, fotografias, vídeos ou gravações áudio, com o objectivo de construir uma memória colectiva que reflicta o mais verdadeiramente possível, a história e cultura da instituição com que se identificam ou pertencem.
Uma eficaz recolha, tratamento e arquivamento da memória colectiva de uma instituição, com o apoio de Mashups Web 2.0, define, preserva e promove a sua identidade cultural.
Na investigação que irei efectuar, será fundamentalmente um estudo de caso em torno de uma instituição, pois o protótipo que irei conceber será exclusivamente direccionado para essa instituição. Penso que à partida será principalmente uma abordagem qualitativa, pois terei que trabalhar com uma amostra de indivíduos associados ou com afinidade a essa instituição (Público-Alvo) para poder recolher dados exploratórios que posteriormente possa interpretar.
Em primeiro lugar penso definir uma amostra de indivíduos anónimos, depois submeter esses indivíduos a testes no protótipo e fazer um inquérito por questionário relativo à experiência com o protótipo e um questionário exploratório. Terei ainda que definir ainda as técnicas e instrumentos para a recolha de dados, segundo essa definição decidirei posteriormente as técnicas e procedimentos para a análise de dados. Actualmente estamos a trabalhar com o NVivo 8 na disciplina de Estatística e Análise nas Ciências Sociais, que penso ser muito útil para efectuar esta tarefa.
Problema?
A empresa Bolt|Peters basicamente necessita de utilizar uma nova abordagem de investigação empírica para obter resultados mais precisos, pois pensa que existe algumas falhas importantes no modelo actual. Essas falhas são fundamentalmente no artificialismo e formalismo que a experiência de recolha de dados em ambiente controlado, que pode influenciar significativamente a autenticidade dos resultados finais.
Metodologia normalmente utilizada?
Segundo esta empresa a metodologia “tradicional” que é normalmente utilizada trata de um moderador e talvez 6 utilizadores que se sentam em torno de uma mesa de reuniões convertida para a ocasião. O moderador diz aos utilizadores que foram seleccionados para testar um protótipo. De seguida os utilizadores são enviados para cubículos idênticos para testarem o protótipo, tendo um certo tempo para executar uma série de tarefas. Uns demoram mais que outros a efectuar as tarefas e outros nem sequer conseguem completar as tarefas. Finalmente, após esta experiência, o moderador pergunta a cada um dos utilizadores as suas breves opiniões, para que cada um deles tenha oportunidade de falar. Este processo demora à volta de 1-2 horas, o que pode ser cansativo e entediante.
Problemas nessa metodologia?
De acordo com esta empresa, o problema da metodologia atrás descrita deve-se em primeiro lugar ao facto da necessidade de mostrar trabalho de investigação e números. A forma mais fácil é criar uma lista de questões de escolha múltipla e assegurar que todos os utilizadores respondam às perguntas. Ou seja este é o caminho mais fácil, pressupondo que todos os utilizadores respondem de forma fiável. Ora estando num ambiente controlado com um moderador a tirar notas, é provável que essas respostas não sejam as mais precisas (não reflectindo o que realmente pensam ou acreditam), comparando com um ambiente sem esse tipo de pressões e interferências pré-formatadas. Outro problema é o facto de que os resultados, baseados no que estes utilizadores pensam e dizem, podem acarretar mais problemas do que soluções. Ou seja, uma investigação que se baseia apenas nas opiniões destes utilizadores e não nas suas verdadeiras acções pode conduzir a direcções que se afastam dos objectivos da investigação. Esta metodologia de questões pré-formatada não descobre e desenvolve certos aspectos que o investigador nunca considerou, afastando a investigação de um sentido de inovação. Isto são os problemas de metodologia que esta empresa expõe e defende.
Nova abordagem metodológica?
A empresa Bolt|Peters pensa que deve haver uma nova abordagem metodológica. Antes de mais, afastar o grupo-foco de investigação de um ambiente controlado, de preferência inserido no seu ambiente natural e nativo. Sempre que possível falar com os utilizadores com os seus próprios termos e no seu ecossistema tecnológico, podendo ser facilmente alcançado através de uma comunicação remota. Um segundo ponto será o utilizador ter a possibilidade de utilizar e testar quando quisesse, sem qualquer horário pré-estabelecido, e dentro do seu horário habitual para efectuar esse tipo de tarefa. Outro ponto importante para uma nova abordagem metodológica é falar com as pessoas que realmente têm vontade e disposição para utilizar o protótipo, ou seja, evitar o recrutamento de pessoas sem incentivo e que participam só porque são indicadas. O moderador deve ser flexível e não seguir um plano à risca, se os utilizadores querem explorar outros tipos de funcionalidades do protótipo, que o façam, pois pode revelar dados interessantes.
Resultados?
Basicamente os resultados obtidos podem ser mais precisos e credíveis pois são efectuados sem interferências e pressões dos investigadores, os utilizadores estão no seu ambiente natural de formas natural e sem quaisquer influências. Ao dar liberdade de expressão e “divagação” nas suas opiniões e pensamentos, podem se obter dados que vão de encontro ao que é esperado de um protótipo e inclusivamente de novas ideias inovadoras.
Links:
http://boltpeters.com/blog/?p=50
http://boltpeters.com/blog/?p=95
Passo a descrever as mais importantes teorias, modelos e autores para a minha investigação.
Teoria/Modelo:
Memória Colectiva
Principais Autores:
Maurice Halbwachs; Jan Assmann
Descrição:
Segundo Maurice Halbwachs, a memória colectiva é a soma, combinação ou o resultado de memórias individuais de vários indivíduos pertencentes ou comuns a uma sociedade. No processo de combinação das memórias de um indivíduo com as do outro(s), gera-se a memória colectiva, o que permite também melhor classificar os factos, pois em vez de ser apenas uma memória individual, trata-se de um agregado de memórias direccionadas a um mesmo facto, logo uma memória construída de forma mais completa. Deste modo, a memória colectiva permite reconstruir uma imagem do passado, em concordância com a época e pensamento predominante duma sociedade.
Jan Assmann distingue outros tipos de memória associada à memória colectiva, fundamentais para a compreensão da memória colectiva. A memória cultural no geral, são pontos temporais importantes numa sociedade ou cultura, trata-se de acontecimentos passados que são mantidos na memória das gerações através de instrução cultural e comunicação entre os membros de uma sociedade, conseguidas por meio de escritos, rituais, monumentos, memoriais, práticas ensaiadas, etc. A memória cultural caracteriza-se por estar distante do dia-a-dia normal, pois efectua-se com base em repetidas práticas sociais e iniciações, incluídas em situações temporais específicas. Este tipo de memória como noção colectiva do conhecimento, instrumentaliza e guia interactivamente o comportamento e experiências de uma sociedade.
Assmann aborda a memória comunicativa, ou social, caracterizada como a originada pelas relações sociais do quotidiano, marcada pela instabilidade do tema, a mutualidade de papéis, desorganização e amorfismo. Este tipo de memória é criada pela comunicação diária e da interacção social entre grupos, é mediada socialmente por famílias, vizinhos, partidos, políticos, associações, nações. Cada um destes grupos como unidade, ou conjuntos de grupos na sua forma mais particular, partilham uma imagem comum do seu passado. O conceito de memória social ou comunicativa, inclui variedades de memórias colectivas baseadas puramente nas comunicações sociais do quotidiano, constituindo o plano da história oral dispersa pela comunidade. A sua relação com tempo traduz-se como um ponto solto no passado, modificando-se com o avançar do tempo, não durando mais que três ou quatro gerações, logo, tem uma linha temporal limitada.
Halbwachs, M. (1992). On Collective Memory (L. A. Coser, Trans.). Chicago: The University of Chicago Press.
Assmann, J. (1995). Collective Memory and Cultural Identity. New German Critique, No. 65, Cultural History/Cultural Studies, 125-133
Teoria/Modelo:
Cultura da Convergência
Principais Autores:
Henry Jenkins
Descrição:
De acordo com Henry Jenkins, a Cultura da Convergência trata-se de uma alteração no método como a cultura funciona, realçando o curso dos conteúdos em vários canais de media. As formas como os media circulam na nossa cultura actualmente no plano tecnológico, industrial, cultural e social são descritas através da do conceito de Convergência. Relaciona-se com a intersecção dos fluxos de conteúdos nos media antigos e novos, em novas estruturas cruzadas, de forma a acompanhar o comportamento migratório das audiências, pois actualmente os utilizadores movem-se pelos mais variados lugares na procura de entretenimento, informação e experiências.
A convergência entende-se como um processo em que os diferentes lógicas dos media cruzam-se de forma flexível, não dependendo uma da outra, no entanto complementando-se. Globalmente, a convergência dos media alude às situações em que os fluxos de conteúdos dos vários meios de comunicação coexistem e fluem entre eles.
Jenkins, H. (2006). Convergence Culture: where old and new media collide: New York University Press.
Teoria/Modelo:
Cultura Participativa
Principais Autores:
Henry Jenkins
Descrição:
A cultura participativa, em vez de definir o espectador como uma personagem passiva para com os media, segundo concepções anteriores, define-o agora como participante que interage com os outros de acordo com regras que se alteram de modo muito flexível. Incute no espectador, simultaneamente o papel de produtor e consumidor, fruto de uma cultura emergente influenciada em grande parte pela tecnologia disponível e fenómenos sociais. Esta participação resulta dos protocolos culturais e sociais que moldam esta forma de compromisso público, que as sociedades actuais motivam e cultivam.
Jenkins, H. (2006). Convergence Culture: where old and new media collide: New York University Press.
Teoria/Modelo:
Inteligência Colectiva
Autores:
Pierre Lévy
Descrição:
O conceito teórico da Inteligência Colectiva, segundo Pierre Lévy , é uma inteligência distribuída, criada e enriquecida mutuamente por várias partes ou indivíduos, coordenada em tempo real, mobiliza e reconhece competências e auto-organiza-se.
A inteligência colectiva observa-se no plano das comunidades virtuais, onde os seus membros aumentam o seu conhecimento e experiências através de uma colaboração e reflexão em grande escala.
Lévy,Pierre.Inteligencia colectiva: por una antropología del ciberespacio (F. M. Álvarez, Trans.). Washington: Organización Panamericana de la Salud.
Teoria/Modelo:
Web 2.0
Principais Autores:
Tim O’Reilly; John Battelle
Descrição:
Segundo estes autores, a Web 2.0, trata de conectar a inteligência colectiva na internet. Isto através de aplicações sociais de inteligência colectiva que dependem da nossa manutenção, compreensão e da resposta aos dados massivos de conteúdos gerados por utilizadores em tempo real.
A Web 2.0 como um todo, é um fenómeno de fontes de conteúdo da multidão, assim como de lugares de comércio como o eBay e o craiglist, várias misturas de colecções de media tais como o Youtube e o Flickr, e a as vastas colecções de lifestreams pessoais no Twitter, MySpace, Facebook, entre outros.
O’Reilly, T., & Battelle, J. (2009). Web Squared: Web 2.0 Five Years On. Paper presented at the Web 2.0 Summit, San Francisco, CA. http://assets.en.oreilly.com/1/event/28/w
O'Reilly, T. (2005). What Is Web 2.0 - Design Patterns and Business Models for the Next Generation of Software Retrieved 04-10-2010, from http://oreilly.com/web2/archive/what-is-w
Teoria/Modelo:
Prosumer
Principais Autores:
Don Tapscott; A. Williams
Descrição:
Don Tapscott e A. Williams introduzem o nome de Prosumers num contexto em que consumidores adoptam o papel de produtores de produtos. Isto quer dizer que os consumidores participam na concepção, criação e produção do produto que eles próprios consomem, de forma activa, co-inovando e co-produzindo com os fornecedores de serviços. Não só adaptam ou personalizam os seus produtos, como também se auto-organizam para poderem criar o seu próprio produto mais eficazmente e de acordo com as suas necessidades. Com este tipo de prática, o consumidor já não é apenas um receptor passivo de produtos e serviços, podendo participar em comunidades criativas e produtoras.
Esta prática é chamada de prosumption, que consiste na implosão das esferas da produção e consumo. Esta é uma tendência que se tem vindo a verificar na Web 2.0, com os meios de comunicação sociais, pois nesse caso os utilizadores tendem a ser produtores e consumidores de conteúdo simultaneamente.
Tapscott, D.; Williams, A. (2008). Wikinomics - How mass collaboration changes everything (Expanded ed.). London: Atlantic Books.
Teoria/Modelo:
Proamateur
Principais Autores:
Charles Leadbeater; Paul Miller
Descrição:
Do ponto de vista de Charles Leadbeater e Paul Miller, um Proamateur ou Pro-Am numa versão abreviada, é um amador que impõe um padrão profissional em certa actividade que exerce. Esta actividade é de certa forma um lazer, mas que não é consumido de forma passiva, mas activamente e participativamente, envolvendo conhecimento credenciado e competências através de muita pesquisa e atitude auto-didáctica. Os Pro-Ams consideram o seu consumo/lazer como um trabalho, como um processo produtivo com padrões de qualidade na tentativa de avaliar os seus resultados como amadores.
Poderá dizer-se que Pro-Mas são novos híbridos sociais, englobam esferas de trabalho e lazer, profissionalismo e amadorismo, consumo e produção de modo implosivo.
Leadbeater, C.; Miller, P. (2004). The Pro-Am Revolution - How enthusiasts are changing our economy and society. London.
Teoria/Modelo:
Património Cultural Tangível e Intangível
Entidade Promotora:
UNESCO
Descrição:
O conceito de património cultural, nos seus primórdios referia-se apenas aos objectos e restos monumentais tangíveis das culturas, no entanto tem vindo a incluir outras categorias, como o intangível, etnográfico ou industrial. Actualmente ao nível de património, presta-se mais atenção à humanidade, artes dramáticas, línguas e música tradicional, assim como aos conceitos dos sistemas de informação, espirituais e filosóficos sobre os quais as criações são baseadas. Este é o chamado património cultural intangível, um conceito aberto, onde se inclui a cultura viva e a do passado.
O património cultural inclui as tradições e expressões de vida herdados dos antepassados e passadas aos descendentes, as tradições orais, as artes do espectáculo, as práticas sociais, rituais, eventos festivos, conhecimentos e práticas relacionadas com a natureza e o universo do conhecimento e habilidades para produzir artesanato tradicional.
Apesar de frágil, o património cultural imaterial é um factor importante na manutenção da diversidade cultural, face à crescente globalização. Uma compreensão do património cultural imaterial das comunidades diferentes contribui com o diálogo inter-cultural, e encoraja o respeito mútuo com outros modos de vida.
A importância do património cultural intangível não é a manifestação cultural em si, mas a riqueza de conhecimentos e competências, que é transmitida através dele, de uma geração para a seguinte. O valor social e económico dessa transmissão de conhecimento é relevante para os grupos minoritários e para os principais grupos sociais dentro de um Estado.
UNESCO. (2010). What is Intangible Cultural Heritage? Retrieved 04-10-2010, from http://www.unesco.org/culture/ich/index.p
- Que função podem ter os mashups Web 2.0 na construção de uma memória colectiva?
- Como conceptualizar uma mashup Web 2.0 para a criação de uma memória colectiva?
- Que modelo de mashups Web 2.0 adoptar para que a cultura participativa possa colaborar na construção de uma memória colectiva?
- Como realizar um registo participativo de uma memória colectiva mediante mashups Web 2.0?
- Como criar uma memória colectiva com recurso a mashups Web 2.0?
- Como recolher registos de uma memória colectiva através de mashups Web 2.0?
- Qual o papel das mashups Web 2.0 no registo participativo de uma memória colectiva?
- Como organizar uma memória colectiva com o apoio de Mashups Web 2.0?
Após uma análise às temáticas e conceitos, assim como uma interiorização de cada um dos projectos dos meus colegas, mediante a consulta dos seus blogs e das wikis, identifiquei algumas áreas, mais precisamente conceitos, convergentes com as temáticas da investigação que tenho a cargo.
Tanto com o Nuno Barros, como com o Ivan Terra, tenho em comum a questão da Web 2.0, aplicadas a páginas e portais, assim como os Serviços Web 2.0.
Com o Pedro Dias partilho em comum a Cultura Participativa, que penso ser muito pertinente para a investigação de ambos. Pois a Cultura Participativa convida as pessoas no geral, a criar e contribuir com conteúdos, em vários contextos. E ambos teremos, pelo que compreendi, "Convidar ou Motivar" utilizadores a contribuir com conteúdo.
A Jessica Simões e o Tim, partilham com a minha área de investigação o conceito de Comunidades Online (virtuais), ou seja as relações comunitárias online com interesses comuns; comunicação à distância; promoção, partilha e criação de conteúdos.
Partilho ainda com o Tim os conceitos da Motivação, que no meu caso é a motivação para partilhar e contribuir. A Web Social, ou a forma como os indivíduos se relacionam e a questão do Social Interaction Design que será muito útil para desenhar protótipos orientados para a Web Social.
I have just finished reading "Convergence Culture" by Henry Jenkins and has changed my point of view of what's happening in New Media. Highly Recommended
Ao conhecer melhor a Wiki do Sapo Campus da UA, e fruto de algumas discussões, decidi organizar a wiki pessoal de modo diferente, pois a página estava já muito extensa na vertical. Com recurso à possibilidade de criação de várias páginas, seccionei todo o conteúdo, conforme as suas categorias.
Página de Utilizador / Inicial
http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utilizador:C
Conceitos
http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utilizador:C
Enquadramento Teórico
http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utilizador:C
Plano de Investigação
http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utilizador:C
Projectos, Grupos de Investigação e Investigadores
http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utilizador:C
Bibliografia
http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utilizador:C
Links
http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utilizador:C
Sugestão de links/recursos importantes na plataforma.
Alojei e organizei todos os recursos, conceitos, citações de leituras, investigações anteriores, bibliografia e links na wiki pessoal.
Ver WIKI PESSOAL : http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utiliza
O que já se fez de relevante na minha área de investigação até hoje (+3 exemplos)?
Europeana v 1.0 Project
Collective Memory Project
Project Hurricane Digital Memory Bank: Collecting and Preserving the Stories of Kratina and Rita
Quais os resultados mais importantes da investigação produzida?
Após um observação superficial (pela rama), observei que existe muitos projectos de angariação de recursos, ou apenas de arquivamento de elementos para criar memórias colectivas. No entanto a aplicação de tecnologia web 2.0 ainda é muito escassa.
Para ver mais projectos do mesmo tipo consultar: http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Utiliza
Porque escolhi esta temática?
A motivação para a escolha deste tema, o papel da Web 2.0 na construção de uma memória colectiva, é originada principalmente pelo facto da Web 2.0 ter potencialidades para gerar novos serviços. Pois parte da investigação será sobre mashups, que consistem em aplicações disponibilizadas por terceiros, que quando cinterligados podem criar novos serviços híbridos inovadores e agregar serviços úteis.
A importância da preservação do património cultural tangível e intangível em formato digital é outro facto pertinente para a escolha, neste caso da memória colectiva. Memória colectiva refere-se a memórias individuais de cada um de nós, sejam testemunhos, manuscritos, fotografias, vídeos que aludam a objectos, eventos, instituições, pessoas, ou locais. São estes elementos ou registos quando combinados que poderão reconstruir a imagem do passado de forma mais precisa, ao nível social, cultural e histórico.
Outro fenómeno indispensável e apropriado para escolha desta temática são as formas como as pessoas socializam e interagem na internet, as suas motivações e interesses comuns para se relacionarem e comunicarem entre si para criar laços. A memória colectiva será um ponto de em comum e motivo para as pessoas se relacionarem e participarem, para construírem de forma social e interactiva, a sua memória colectiva na internet.
Estes três pontos permitirão que estude de forma relativamente aprofundada cada um deles e conceptualize uma combinação convergente entre teorias da construção de um Memória Colectiva, dinâmicas da Web Social e instrumentos da Web 2.0. Desse modo poderá ser conceptualizado e construído um instrumento para a recolha de recursos multimédia com valor documental.
Qualquer um destes pontos considero de elevada importância e motivadores para os meus objectivos de investigação a longo prazo.
Que título daria, neste momento, à minha investigação (3 hipóteses)?
Organização de uma Memória Colectiva com o apoio de Mashups Web 2.0.
Criação de uma Mashup Web 2.0 para a constituição de um Memória Colectiva.
Desenvolvimento de uma Memória Colectiva através de Mashups Web 2.0.
Gonna do's:
Conceptualização de uma plataforma com recursos a mashups Web 2.0.
Prototipagem de uma mashup de serviços Web 2.0.
Definir uma forma de recolher contributos válidos dos utilizadores.
Um bom trabalho. :)
(Not) gonna do's:
Um estudo teórico demasiadamente extenso.
Nada que proponha fazer e não consiga acabar, pretendo trabalhar com objectivos “ambiciosos” mas realizáveis dentro de prazos.
Um trabalho medíocre ou efémero. :)
Perhaps I'll do:
Um pequeno estudo sobre boas práticas de arquivamento de conteúdos multimédia na Web.
Um pequeno estudo sobre digitalização de património cultural (manuscritos, fotografias antigas, som analógico e afins).
Um protótipo totalmente funcional, dependendo do tempo e complexidade.
Don't have clues:
Tipo de Metodologia a utilizar.
Que dados para análise devo recolher.
Qual será o resultado final. :)
O projecto de investigação a desenvolver no próximo ano 2010-2011, no âmbito do Mestrado em Comunicação Multimédia na Universidade de Aveiro, consiste na conceptualização e possível implementação de uma solução Web 2.0 que permita e promova a partilha de informação com vista à construção de uma memória colectiva sobre um objecto, eventos, instituição, pessoa, local e outros.
Após conversa com o orientador da investigação, o Professor Rui Raposo, em meados de Julho e no passado dia 24 de Setembro, foram-me dadas algumas directivas cruciais, conceitos e esclarecimentos fundamentais para iniciar os trabalhos de investigação.
Em primeiro, o Prof. Rui Raposo apresentou-me o objectivo principal: conceptualização e prototipagem de uma mashup de serviços web 2.0 que possam ser utilizados como instrumento para a recolha de recursos multimédia (som, imagem, vídeo), e que girassem em torno de uma instituição e da sua memória existente.
Deverá haver aliada à ferramenta uma estratégia ou uma proposta de dinamização que promova e motive a participação de utilizadores detentores dos recursos multimédia de memória, mas que evite o contributo baseado apenas no sentimento, os recursos devem ter valor documental, os utilizadores devem ser consciencializados para inserir conteúdos historicamente relevantes. Este é um dos grandes desafios: definir uma forma de recolher contributos válidos.
Um dos passos para recolher dados de reflexão será um brainstorming com a equipa de investigação e da instituição, tentando apurar o que projecto poderá ser, pois daí virão ideias e conceitos sem qualquer tipo de filtragem ou critério de selecção, de forma livre e abrangente, e possivelmente sem influência de casos já em prática.
O Prof. Rui Raposo indicou-me também que será necessário fazer investigação sobre o estado da arte, indicar o que outras instituições estão a fazer nesta componente da web social ligada à memória colectiva. Pesquisa, leitura, levantamento e análise comparativa para identificação de práticas, boas práticas e eventuais padrões. Encontrar, definir, analisar e reflectir sobre Quem, Como, Quando, Onde e Porquê. E afirmou que será a fusão destes 2 exercícios que dará os indicadores sobre o que fazer. Por fim, injectar doses de criatividade e inovação no projecto em colaboração com todos os envolvidos.
Falou-se também em vários termos e conceitos pertinentes associados: Motivação, Relação Emocional, Cultura Participativa, Tagging, Recomendação, Georeferenciação, Linha de tempo e lugar, Prosumer, Proamateur, entre outros. Para terminar, o Prof. Rui Raposo recomendou algumas leituras, autores e sites importantes para o projecto de investigação.
De momento estou com as seguintes leituras, aos quais se anexarão outros livros:
Jenkins, H. (2006). Convergence Culture: where old and new media collide: New York University Press.
Costa, Â. S. L. d. (2009). Contributo de Mashups Web 2.0 na Construção de uma Memória Colectiva. Dissertação de Mestrado, Universidade de Aveiro, Aveiro.
Halbwachs, M. (1992). On Collective Memory (L. A. Coser, Trans.). Chicago: The University of Chicago Press.
Está também previsto a leitura dos seguintes artigos:
AAVV. (2009). Reanimating Cultural Heritage through Service Orientation, Workflows, Social Networking and Mashups. Paper presented at the International Conference on CyberWorlds, London.
Kaiser, M. (2009). EuropenaConnect - Enhancing user access to European digital heritage. Paper presented at the Proccedings: Cultural Heritage on line. Empowering users: an active role for user communities, Firenze.
Kelly, B. (2009). Empowering Users and Institutions: Risks and Opportunities Framework for Exploiting the Social Web Paper presented at the Proceedings: Cultural Heritage on line. Empowering users an active role for user communities, Firenze.
Manzuch, Z. (2009). Digitisation and communication of memory: from theory to practise. Paper presented at the Proceedings: Cultural Heritage on line. Empowering users an active role for user communities, Firenze.
Título/Tema:
Web 2.0 e a construção da Memória Colectiva
Resumo do trabalho:
Estudo, com uma forte componente práticas, sobre a utilização de web 2.0 na construção da memória colectiva sobre um objecto, eventos, instituição, pessoa, local, etc
Objectivos da investigação:
Conceptualização e possível implementação de uma solução que permita e promova a partilha de informação com vista à construção de uma memória colectiva sobre um objecto, eventos, instituição, pessoa, local, etc
Orientador:
Rui Raposo - raposo@ua.pt