Espaço para publicação da investigação sobre Web 2.0 e a construção da memória colectiva, no âmbito da dissertação de mestrado em comunicação multimédia, multimédia interactiva. Celso Farias Duarte Lopes; Universidade de Aveiro
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Principais teorias/modelos e autores relevantes para a investigação

Passo a descrever as mais importantes teorias, modelos e autores para a minha investigação.

Teoria/Modelo:
Memória Colectiva

Principais Autores:
Maurice Halbwachs; Jan Assmann

Descrição:
Segundo Maurice Halbwachs, a memória colectiva é a soma, combinação ou o resultado de memórias individuais de vários indivíduos pertencentes ou comuns a uma sociedade. No processo de combinação das memórias de um indivíduo com as do outro(s), gera-se  a memória colectiva, o que permite também melhor classificar os factos, pois em vez de ser apenas uma memória individual, trata-se de um agregado de memórias direccionadas a um mesmo facto, logo uma memória construída de forma mais completa. Deste modo, a memória colectiva permite reconstruir uma imagem do passado, em concordância com a época e pensamento predominante duma sociedade.

Jan Assmann distingue outros tipos de memória associada à memória colectiva, fundamentais para a compreensão da memória colectiva. A memória cultural no geral, são pontos temporais importantes numa sociedade ou cultura, trata-se de acontecimentos passados que são mantidos na memória das gerações através de instrução cultural e comunicação entre os membros de uma sociedade, conseguidas por meio de escritos, rituais, monumentos, memoriais, práticas ensaiadas, etc. A memória cultural caracteriza-se por estar distante do dia-a-dia normal, pois efectua-se com base em repetidas práticas sociais e iniciações, incluídas em situações temporais específicas. Este tipo de memória como noção colectiva do conhecimento, instrumentaliza e guia interactivamente o comportamento e experiências de uma sociedade.

Assmann aborda a memória comunicativa, ou social, caracterizada como a originada pelas relações sociais do quotidiano, marcada pela instabilidade do tema, a mutualidade de papéis, desorganização e amorfismo. Este tipo de memória é criada pela comunicação diária e da interacção social entre grupos, é mediada socialmente por famílias, vizinhos, partidos, políticos, associações, nações. Cada um destes grupos como unidade, ou conjuntos de grupos na sua forma mais particular, partilham uma imagem comum do seu passado. O conceito de memória social ou comunicativa, inclui variedades de memórias colectivas baseadas puramente nas comunicações sociais do quotidiano, constituindo o plano da história oral dispersa pela comunidade. A sua relação com tempo traduz-se como um ponto solto no passado, modificando-se com o avançar do tempo, não durando mais que três ou quatro gerações, logo, tem uma linha temporal limitada.

Halbwachs, M. (1992). On Collective Memory (L. A. Coser, Trans.). Chicago: The University of Chicago Press.

Assmann, J. (1995). Collective Memory and Cultural Identity. New German Critique, No. 65, Cultural History/Cultural Studies, 125-133

 

Teoria/Modelo:
Cultura da Convergência

Principais Autores:
Henry Jenkins

Descrição:

De acordo com Henry Jenkins, a Cultura da Convergência trata-se de uma alteração no método como a cultura funciona, realçando o curso dos conteúdos em vários canais de media. As formas como os media circulam na nossa cultura actualmente no plano tecnológico, industrial, cultural e social são descritas através da do conceito de Convergência. Relaciona-se com a intersecção dos fluxos de conteúdos nos media antigos e novos, em novas estruturas cruzadas, de forma a acompanhar o comportamento migratório das audiências, pois actualmente os utilizadores movem-se pelos mais variados lugares na procura de entretenimento, informação e experiências.

A convergência entende-se como um processo em que os diferentes lógicas dos media cruzam-se de forma flexível, não dependendo uma da outra, no entanto complementando-se. Globalmente, a convergência dos media alude às situações em que os fluxos de conteúdos dos vários meios de comunicação coexistem e fluem entre eles.

Jenkins, H. (2006). Convergence Culture: where old and new media collide: New York University Press.

 

Teoria/Modelo:
Cultura Participativa

Principais Autores:
Henry Jenkins

Descrição:

A cultura participativa, em vez de definir o espectador como uma personagem passiva para com os media, segundo concepções anteriores, define-o agora como participante que interage com os outros de acordo com regras que se alteram de modo muito flexível. Incute no espectador, simultaneamente o papel de produtor e consumidor, fruto de uma cultura emergente influenciada em grande parte pela tecnologia disponível e fenómenos sociais. Esta participação resulta dos protocolos culturais e sociais que moldam esta forma de compromisso público, que as sociedades actuais motivam e cultivam.

Jenkins, H. (2006). Convergence Culture: where old and new media collide: New York University Press.

 

Teoria/Modelo:
Inteligência Colectiva

Autores:
Pierre Lévy

Descrição:

O conceito teórico da Inteligência Colectiva, segundo Pierre Lévy , é uma inteligência distribuída, criada e enriquecida mutuamente por várias partes ou indivíduos, coordenada em tempo real, mobiliza e reconhece competências e auto-organiza-se.

A inteligência colectiva observa-se no plano das comunidades virtuais, onde os seus membros aumentam o seu conhecimento e experiências através de uma colaboração e reflexão em grande escala.

Lévy,Pierre.Inteligencia colectiva: por una antropología del ciberespacio (F. M. Álvarez, Trans.). Washington: Organización Panamericana de la Salud.

 

Teoria/Modelo:
Web 2.0

Principais Autores:
Tim O’Reilly; John Battelle

Descrição:

Segundo estes autores, a Web 2.0, trata de conectar a inteligência colectiva na internet. Isto através de aplicações sociais de inteligência colectiva que dependem da nossa manutenção, compreensão e da resposta aos dados massivos de conteúdos gerados por utilizadores em tempo real.

A Web 2.0 como um todo, é um fenómeno de fontes de conteúdo da multidão, assim como de lugares de comércio como o eBay e o craiglist, várias misturas de colecções de media tais como o Youtube e o Flickr, e a as vastas colecções de lifestreams pessoais no Twitter, MySpace, Facebook, entre outros.

O’Reilly, T., & Battelle, J. (2009). Web Squared: Web 2.0 Five Years On. Paper presented at the Web 2.0 Summit, San Francisco, CA. http://assets.en.oreilly.com/1/event/28/web2009_websquared-whitepaper.pdf

O'Reilly, T. (2005). What Is Web 2.0 - Design Patterns and Business Models for the Next Generation of Software  Retrieved 04-10-2010, from http://oreilly.com/web2/archive/what-is-web-20.html


Teoria/Modelo:
Prosumer

Principais Autores:
Don Tapscott; A. Williams

Descrição:

Don Tapscott e A. Williams introduzem o nome de Prosumers num contexto em que consumidores adoptam o papel de produtores de produtos. Isto quer dizer que os consumidores participam na concepção, criação e produção do produto que eles próprios consomem, de forma activa, co-inovando e co-produzindo com os fornecedores de serviços. Não só adaptam ou personalizam os seus produtos, como também se auto-organizam para poderem criar o seu próprio produto mais eficazmente e de acordo com as suas necessidades. Com este tipo de prática, o consumidor já não é apenas um receptor passivo de produtos e serviços, podendo participar em comunidades criativas e produtoras.

Esta prática é chamada de prosumption, que consiste na implosão das esferas da produção e consumo. Esta é uma tendência que se tem vindo a verificar na Web 2.0, com os meios de comunicação sociais, pois nesse caso os utilizadores tendem a ser produtores e consumidores de conteúdo simultaneamente.

Tapscott, D.; Williams, A. (2008). Wikinomics - How mass collaboration changes everything (Expanded ed.). London: Atlantic Books.

 

Teoria/Modelo:
Proamateur

Principais Autores:
Charles Leadbeater; Paul Miller

Descrição:

Do ponto de vista de Charles Leadbeater e Paul Miller, um Proamateur ou Pro-Am numa versão abreviada, é um amador que impõe um padrão profissional em certa actividade que exerce. Esta actividade é de certa forma um lazer, mas que não é consumido de forma passiva, mas activamente e participativamente, envolvendo conhecimento credenciado e competências através de muita pesquisa e atitude auto-didáctica. Os Pro-Ams consideram o seu consumo/lazer como um trabalho, como um processo produtivo com padrões de qualidade na tentativa de avaliar os seus resultados como amadores.

Poderá dizer-se que Pro-Mas são novos híbridos sociais, englobam esferas de trabalho e lazer, profissionalismo e amadorismo, consumo e produção de modo implosivo.

Leadbeater, C.; Miller, P. (2004). The Pro-Am Revolution - How enthusiasts are changing our economy and society. London.

 

Teoria/Modelo:
Património Cultural Tangível e Intangível

Entidade Promotora:
UNESCO

Descrição:

O conceito de património cultural, nos seus primórdios referia-se apenas aos objectos e restos monumentais tangíveis das culturas, no entanto tem vindo a incluir outras categorias, como o intangível, etnográfico ou industrial. Actualmente ao nível de património, presta-se mais atenção à humanidade, artes dramáticas, línguas e música tradicional, assim como aos conceitos dos sistemas de informação, espirituais e filosóficos sobre os quais as criações são baseadas. Este é o chamado património cultural intangível, um conceito aberto, onde se inclui a cultura viva e a do passado.

O património cultural inclui as tradições e expressões de vida herdados dos antepassados e passadas aos descendentes, as tradições orais, as artes do espectáculo, as práticas sociais, rituais, eventos festivos, conhecimentos e práticas relacionadas com a natureza e o universo do conhecimento e habilidades para produzir artesanato tradicional.

Apesar de frágil, o património cultural imaterial é um factor importante na manutenção da diversidade cultural, face à crescente globalização. Uma compreensão do património cultural imaterial das comunidades diferentes contribui com o diálogo inter-cultural, e encoraja o respeito mútuo com outros modos de vida.

A importância do património cultural intangível não é a manifestação cultural em si, mas a riqueza de conhecimentos e competências, que é transmitida através dele, de uma geração para a seguinte. O valor social e económico dessa transmissão de conhecimento é relevante para os grupos minoritários e para os principais grupos sociais dentro de um Estado.

UNESCO. (2010). What is Intangible Cultural Heritage?  Retrieved 04-10-2010, from http://www.unesco.org/culture/ich/index.php?lg=en&pg=00002



publicado por celsolopes às 09:49

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