Problema?
A empresa Bolt|Peters basicamente necessita de utilizar uma nova abordagem de investigação empírica para obter resultados mais precisos, pois pensa que existe algumas falhas importantes no modelo actual. Essas falhas são fundamentalmente no artificialismo e formalismo que a experiência de recolha de dados em ambiente controlado, que pode influenciar significativamente a autenticidade dos resultados finais.
Metodologia normalmente utilizada?
Segundo esta empresa a metodologia “tradicional” que é normalmente utilizada trata de um moderador e talvez 6 utilizadores que se sentam em torno de uma mesa de reuniões convertida para a ocasião. O moderador diz aos utilizadores que foram seleccionados para testar um protótipo. De seguida os utilizadores são enviados para cubículos idênticos para testarem o protótipo, tendo um certo tempo para executar uma série de tarefas. Uns demoram mais que outros a efectuar as tarefas e outros nem sequer conseguem completar as tarefas. Finalmente, após esta experiência, o moderador pergunta a cada um dos utilizadores as suas breves opiniões, para que cada um deles tenha oportunidade de falar. Este processo demora à volta de 1-2 horas, o que pode ser cansativo e entediante.
Problemas nessa metodologia?
De acordo com esta empresa, o problema da metodologia atrás descrita deve-se em primeiro lugar ao facto da necessidade de mostrar trabalho de investigação e números. A forma mais fácil é criar uma lista de questões de escolha múltipla e assegurar que todos os utilizadores respondam às perguntas. Ou seja este é o caminho mais fácil, pressupondo que todos os utilizadores respondem de forma fiável. Ora estando num ambiente controlado com um moderador a tirar notas, é provável que essas respostas não sejam as mais precisas (não reflectindo o que realmente pensam ou acreditam), comparando com um ambiente sem esse tipo de pressões e interferências pré-formatadas. Outro problema é o facto de que os resultados, baseados no que estes utilizadores pensam e dizem, podem acarretar mais problemas do que soluções. Ou seja, uma investigação que se baseia apenas nas opiniões destes utilizadores e não nas suas verdadeiras acções pode conduzir a direcções que se afastam dos objectivos da investigação. Esta metodologia de questões pré-formatada não descobre e desenvolve certos aspectos que o investigador nunca considerou, afastando a investigação de um sentido de inovação. Isto são os problemas de metodologia que esta empresa expõe e defende.
Nova abordagem metodológica?
A empresa Bolt|Peters pensa que deve haver uma nova abordagem metodológica. Antes de mais, afastar o grupo-foco de investigação de um ambiente controlado, de preferência inserido no seu ambiente natural e nativo. Sempre que possível falar com os utilizadores com os seus próprios termos e no seu ecossistema tecnológico, podendo ser facilmente alcançado através de uma comunicação remota. Um segundo ponto será o utilizador ter a possibilidade de utilizar e testar quando quisesse, sem qualquer horário pré-estabelecido, e dentro do seu horário habitual para efectuar esse tipo de tarefa. Outro ponto importante para uma nova abordagem metodológica é falar com as pessoas que realmente têm vontade e disposição para utilizar o protótipo, ou seja, evitar o recrutamento de pessoas sem incentivo e que participam só porque são indicadas. O moderador deve ser flexível e não seguir um plano à risca, se os utilizadores querem explorar outros tipos de funcionalidades do protótipo, que o façam, pois pode revelar dados interessantes.
Resultados?
Basicamente os resultados obtidos podem ser mais precisos e credíveis pois são efectuados sem interferências e pressões dos investigadores, os utilizadores estão no seu ambiente natural de formas natural e sem quaisquer influências. Ao dar liberdade de expressão e “divagação” nas suas opiniões e pensamentos, podem se obter dados que vão de encontro ao que é esperado de um protótipo e inclusivamente de novas ideias inovadoras.
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http://boltpeters.com/blog/?p=50
http://boltpeters.com/blog/?p=95